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Ombro deslocado - Fisiopop

Ombro deslocado

O ombro é a articulação com mais mobilidade no organismo. Porém, devido ao trauma ou outras razões, o ombro pode se deslocar. Assim, o ombro deslocado é um quadro que deve receber atenção imediata e o paciente deve buscar o serviço de emergência ortopédica quanto antes.

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Leia mais sobre o assunto abaixo!

O que é ombro deslocado?

homem tocando umd os braços com ombro deslocado
Ombro deslocado é tirar ele do lugar.

O ombro deslocado ou luxação do ombro é uma situação em que o ombro “sai do lugar”.

De fato, ombro é formado por três ossos: a cabeça do úmero, o osso do braço, a escápula e a clavícula. 

Quando a cabeça do úmero sai da cavidade glenóide, temos o ombro deslocado.

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De fato, é uma situação de muita dor ao paciente, que necessita de atendimento imediato. 

Sinais e sintomas de ombro deslocado 

Fica fácil visualizar o ombro deslocado, pois, geralmente, a cabeça do úmero apresenta-se deslocada para frente ou para trás, sendo o deslocamento anterior o mais comum. 

Além disso, o paciente apresenta dor aguda e limitação de movimento. 

Quando se observa o paciente, por detrás, pode-se notar que um ombro está bem mais alto que o outro. 

Causas 

mulher de lado tocando um dos braços com ombro deslocado
O trauma é a principal causa para se ter o ombro deslocado.

A principal causa para o ombro deslocado é o trauma, sobretudo quando associado à prática esportiva. 

Dessa forma, alguns esportes que demandam maior contato físico entre seus praticantes, como lutas, futebol, rugby, por exemplo, têm maior tendência a produzir lesões desse tipo no ombro. 

Mas, não é somente a prática esportiva que leva ao ombro deslocado. Quedas, sobretudo em pacientes mais idosos, também podem resultar nessa lesão. 

Acidentes automobilísticos também podem resultar em ombro deslocado e nesse caso, é fundamental o diagnóstico rápido e preciso, para que outras lesões vasculares ou hemorragia não causem problemas ao paciente. 

De fato, quando o ombro é deslocado, a maior preocupação é o diagnóstico de outras lesões ligamentares e vasculares, que podem causar danos à nutrição da cabeça do úmero. 

Diagnóstico 

O diagnóstico do ombro deslocado deve ser feito pelo médico ortopedista, geralmente um profissional no atendimento de urgências e emergências ortopédicas. 

Assim, o diagnóstico é eminentemente clínico, mas exames de imagem são importantes para o diagnóstico de outras lesões associadas, sobretudo fraturas e também lesões ligamentares e vasculares, caso estejam presentes. 

Dentre os exames de imagem comumente solicitados, a radiografia é o exame mais tradicional, sobretudo por ser um exame rápido, fácil de ser feito e geralmente disponível em diversos centros de atendimento de urgência e emergência ortopédica. 

A radiografia é um dos melhores exames para diagnóstico de fraturas e lesões ósseas.

Mas, para lesões ligamentares e vasculares, outros exames de imagem como a ressonância magnética podem ser solicitados, conforme o caso. 

Tratamento de ombro deslocado

paciente com prosissional fisioterapeuta tratando ombro deslocado
Há várias formas de tratamento disponíveis para ombro deslocado.

O tratamento para ombro deslocado inicia-se imediatamente após o diagnóstico do quadro. 

Manobra de redução 

A primeira ação do tratamento é a manobra de redução. Com ela, a cabeça do úmero retorna à cavidade glenóide, em movimento ordenado, usando força e direção. 

Por isso, essa manobra deve ser realizada pelo médico ortopedista, pois, há várias maneiras que a manobra de redução pode ser feita e cabe ao profissional escolher a manobra mais adequada, conforme o caso. 

Em muitos casos, devido à forte dor sentida pelo paciente com o ombro deslocado, é necessária a sedação e a utilização de medicação analgésica para que o paciente consiga passar pela manobra de redução. 

Por isso, essa manobra só deve ser feita em ambiente ambulatorial ou hospitalar apropriado. 

Imobilização do ombro 

Após a manobra de redução, o ombro ficará imobilizado, para que a reparação da articulação se inicie. 

Medicação analgésica e anti-inflamatória 

Logo após a manobra de redução, o paciente receberá medicação analgésica e anti-inflamatória.

Dependendo do caso, antibióticos podem ser prescritos, conforme houver manipulação óssea ou se houver necessidade de intervenção cirúrgica. 

As medicações são prescritas individualmente para o paciente, conforme o quadro e o seu estado de saúde.

Além disso, são também dadas recomendações para os próximos dias. 

Fisioterapia 

A fisioterapia é parte integrante do tratamento para o ombro deslocado. Nas sessões, o paciente retornará a executar pequenos movimentos e também terá exercícios de fortalecimento para a musculatura que sustenta o ombro. 

Assim, o paciente consegue retornar à movimentação normal da articulação, antes da luxação e também previne que nova luxação ocorra. 

São geralmente necessárias de 2 a 3 sessões semanais até o paciente conseguir retornar à sua movimentação regular do ombro. 

Cirurgia para ombro deslocado 

Procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para o ombro deslocado, principalmente quando houve rompimento de ligamentos ou danos ligamentares.

Além disso, fraturas também acabam gerando a necessidade de cirurgia para ombro deslocado. 

Após a cirurgia, o paciente ficará com o ombro imobilizado e iniciará a fisioterapia o quanto antes.

A recuperação, no caso de cirurgia, costuma ser mais demorada do que quando há somente a manobra para redução. 

Como prevenir ombro deslocado? 

Não há como prevenir acidentes, mas a utilização de equipamento de proteção esportiva, sobretudo quando se pratica esportes de contato, pode minimizar o risco de o acidente ocorrer novamente. 

Vale lembrar que quando se já teve o ombro deslocado uma vez, deve-se buscar evitar a ocorrência novamente no mesmo ombro, pois a recuperação tende a ser mais demorada e novas lesões podem surgir.

Exercícios de fortalecimento específico e de acordo com a atividade laboral ou esportiva, pode ajudar a reduzir as chances do problema ocorrer novamente. 

No caso de idosos, é sempre importante evitar quedas, usando sapatos firmes, com sola de borracha, bem como apoiar-se em corrimãos, quando for descer escadas, por exemplo. Essas pequenas atitudes podem minimizar os riscos de quedas com pacientes idosos. 

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